Terrorismo (en portugués)





TERRORISMO


O dia 11 de setembro de 2001 não será esquecido tão cedo: a destruição das duas torres do WTC em Nova York marcou o início de uma nova era. Essa era, que se iniciou com o ataque terrorista aos símbolos norte-americanos, significou também um grito global de «Basta!» à violência patrocinada por nações- Estado. A guerra deflagrada ao terrorismo, finalmente reconhecido como um mal a ser extirpado, uniu – ainda que timidamente – a maioria das nações. Não interessa se esse apoio foi incondicional como o da Inglaterra ou por razões econômicas, como o do Paquistão. O que realmente conta é que o mundo deu um passo decisivo para a busca da paz mundial, embora para isso tenha que, paradoxal-mente, mobilizar tropas e equipamentos, promovendo invasões e bombardeios.

Outro dia histórico será o de 13 de novembro de 2001, quando as forças da Aliança Norte entraram em Cabul, capital do Afeganistão, libertando a cidade do domínio oficial do Taleban. Essa data marca simbolicamente a determinação dos povos em erradicar o terrorismo de Estado no mundo. Evidente que muito há que ser feito.

As conseqüências diretas desta tomada da capital ainda serão avaliadas. A resistência das milícias Taleban e da Al-Qaeda deve gerar nova guerra de guerrilhas no Afeganistão a partir das chamadas agências tribais – territórios tribais autônomos . Estes territórios, situados em área montanhosa e acidentada entre o Afeganistão e Paquistão ,têm autonomia total e não-sujeitos às leis paquistanesas, são redutos de tribos de etnias diferentes com predominância dos pashtuns, dos quais se originam o Taleban e o Al-Qaeda.

Em contra-partida, o líder do Taleban, mulá Mohammed Omar em entrevista a BBC diz que » a situação atual do Afeganistão se relaciona com uma causa maior – ou seja, a destruição da América». Em outro trecho, publicado pelo ‘O Estado de São Paulo», o líder religioso diz «o projeto (destruição da América) está indo em frente e, se Deus quiser, está sendo aplicado».

A determinação em liquidar e destruir a América tornou-se obsessão. A partir desses dados pode-se concluir que o caminho da paz mundial será ainda trilhado pela guerra não- convencional. Carlos Marighella dizia que «a guerra de guerrilha não pode ser conduzida como guerra convencional», portanto, as táticas empregadas para combate-la também não poderão ser convencionais. Veremos então, ao longo do tempo, atentados sendo combatidos com ações pontuais de comandos, com eliminação de líderes guerrilheiros e explosões de campos de treinamento e outras instalações. Esta guerra de guerrilha e contra-guerrilha afetará a todos, militares e civis principalmente. Ao lembrar que Lênin dizia que «o objetivo do terrorismo é implantar o terror» e que essa máxima é fielmente entendida também por nós, significa dizer que todas as empresas e propriedades norte-americanas e de seus aliados são potencialmente alvos indiscriminados do terrorrismo.

Junte-se a este fato, os aproveitadores de plantão, como as organizações criminosas tupiniquins, que tentarão tirar proveito da situação com o intuito de obter vantagens econômicas. Os seqüestros – que já contabilizam um número assustador em São Paulo – tenderão a aumentar e serão » politicamente justificáveis»como o perpetrado há alguns anos por um grupo de chilenos e canadenses contra um executivo de uma cadeia de supermercados. «Atentados com pó branco» atazanarão a vida das empresas e da população e as conseqüências econômicas se farão mais presentes. A verdadeira guerra a ser travada pela paz será nas escolas do mundo todo: o conhecimento e a informação terão que ser isentos e caberá aos professores a dificílima tarefa de conduzir as novas gerações para o caminho da compreensão e tolerância.

Enquanto isso, caberá a nós especialistas em segurança manter a guarda alta, sempre.


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